Resenha #18: Extraordinário
Nota
Extraordinário
(Wonder) é um livro R.J. Palacio publicado no Brasil pela editora Intrínseca
com 320 páginas. Há algum tempo eu comecei a ler esse livro, parei lá pela
página 40 e ontem decidi sentar e ler mais um pedacinho. Acabei lendo ele todo
em algumas horas.

August Pullman parece um menino como
todos os outros. Ele gosta de brincar, gosta de rir, gosta de sua cadelinha e é
viciado em Star Wars (seu personagem favorito é o Boba Fett). Mas August não é
um menino como todos os outros: o seu rosto faz as pessoas gritarem de horror.
Até os seis anos de idade August era tão desfigurado que ele não conseguia
comer ou respirar sem a ajuda de tubos, e embora tenha passado por mais
cirurgias e tomado mais medicamentos do que se fossem somadas as vidas de dez
adultos, ele ainda está longe de ser ordinário. Ele é Extraordinário.
O livro é narrado em oito partes com
capítulos muito pequenos de no máximo três páginas, que contam o ponto de vista
de August e seus amigos e parentes. É o primeiro ano em que August vai para uma
escola normal e todos estão com medo do que pode acontecer.
A história que R.J. Palacio conta é
de uma delicadeza emocionante. A partir do fim da primeira parte você lê todas
as outras com os olhos marejados. A família Pullman é aquela família que todos
gostariam de ter: aconchegante, amorosa, onde até a cadela Daisy é amada como
um membro da família. Os amigos de Via (irmã mais velha de August) e os amigos
do próprio August são cativados pela atmosfera da casa e revelam que se sentem
mais seguros com os Pullman do que com suas próprias famílias. E tudo isso
acontece aos Pullman não porque eles são especiais, mas porque tem algo
especial: August.
Às vezes as pessoas não sabem o
quanto podem ser cruéis. August entende que é diferente e já está acostumado a
receber olhares assustados, o que não significa que não o magoe. Ninguém o
encara diretamente, mas estão todos sempre olhando para ele e cochichando às
suas costas. Na nova escola, os alunos dizem que August tem A Praga e que qualquer pessoa que o
toque tem que se lavar em vinte segundos. Algumas vezes,
ele ouve os comentários maldosos quando as pessoas pensam que ele não está por
perto. Outras vezes, o dizem mesmo na sua frente. August é um menino forte,
inteligente, e por mais que tenha as suas quedas ele sempre se levanta e
persiste. Ele quer mostrar para os seus colegas, e para todas as outras
pessoas, que ele é apenas um menino. Que não há o que temer.
O livro é uma grande campanha contra
o bullying e uma verdadeira lição para se levar para toda a vida. Com August
todos os personagens aprendem um pouco sobre solidariedade e principalmente
sobre a gentileza, e consequentemente o leitor também. Se no começo ninguém
queria tocá-lo, falar com ele e sua mera presença na sala causava desconforto e
era ignorada, depois todo o quadro muda. August consegue conquistar a simpatia
de todos sendo simplesmente quem ele é.
É bastante interessante como a autora
teve a ideia para o livro.
O livro é tão pequeno e rápido de ler
que deixa um gosto de quero mais, o leitor fica absolutamente apaixonado pelo
menino e com uma curiosidade maluca para saber o que acontece com o August nos
próximos anos, por quais outros problemas irá passar, como será a sua vida a
partir dali. E ao mesmo tempo nós sabemos que tudo ficará bem, pois ele tem
pais e amigos que o amam como ele é e estarão ali para lembrar-lhe de que
é maravilhoso mesmo quando ele mesmo não acredita nisso. Porque August Pullman venceu o mundo.
A história de R.J. Palacio fala sobre coisas sérias brincando, faz rir, emociona e apaixona e constitui um livro tão gostoso que não nos importamos por ele estar nos torturando, cujo único objetivo é mostrar que ainda há - e sempre haverá - pessoas boas, compreensivas e gentis no mundo dispostas a fazer o que é certo, e que nunca é tarde para rever os seus conceitos. Um livro deliciosamente amável, inocente e gentil.

A história de R.J. Palacio fala sobre coisas sérias brincando, faz rir, emociona e apaixona e constitui um livro tão gostoso que não nos importamos por ele estar nos torturando, cujo único objetivo é mostrar que ainda há - e sempre haverá - pessoas boas, compreensivas e gentis no mundo dispostas a fazer o que é certo, e que nunca é tarde para rever os seus conceitos. Um livro deliciosamente amável, inocente e gentil.

O livro parece ser realmente interessante. *..*
O que eu não gostei foi do nome a cadela kkk o meu segundo nome é Deise,mas seria Daisy se escrevessem direito. kkk
O seu blog é realmente muito interessante. Gostei muito de visitar o seu blog,inclusive peguei uma das suas citações sobre o livro Morte Súbita,depois se você quiser ver,tenho lá. ;)
Estou seguindo. ;3
Bjs
Hayanne Deise Lins
*Profissão Adolescente*