Resenha #11: Morte Súbita


Sinopse do livro:
Quando Barry Fairbrother morre inesperadamente aos quarenta e poucos anos, a pequena cidade de Pagford fica em estado de choque. A aparência idílica do vilarejo, com uma praça de paralelepípedos e uma antiga abadia, esconde uma guerra. Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais, esposas em guerra com os maridos, professores em guerra com os alunos… Pagford não é o que parece ser à primeira vista. A vaga deixada por Barry no Conselho Distrital logo se torna o catalisador para a maior guerra já vivida pelo vilarejo. Quem triunfará em uma eleição repleta de paixão, ambivalência e revelações inesperadas?

Confesso que foi bem difícil escrever essa resenha, mas ao mesmo tempo um desafio, pois falar depois de tanto tempo de uma autora que fez parte de sua vida não é nada fácil. Quando anunciaram que J.K ia voltar ao mundo da literatura, os potterheads (fãs de Harry Potter – no qual me incluo) ficaram em êxtase, frenesi, OMG ela vai voltar a escrever!!!! Mas ai veio à notícia: “Este livro não será sobre Harry Potter, e sim um romance adulto”. A partir daí eu meio que desanimei, pois queria (ainda quero) muito uma nova história sobre o mundo bruxo, porém me recuperei e resolvi ler o novo livro da autora.
Morte Súbita é um livro bem realista, que fala sobre o mundo que temos hoje, repleto de: corrupção, falsidade, drogas, problemas familiares, dentre outros. Eu fiquei impressionado com a “evolução” da autora que deixou de escrever sobre fantasia e passou a escrever sobre algo mais sério. Algumas cenas são descritas de forma tão real que fazem você viver a cena e se emocionar em outras. E antes de tudo, a assassina está de volta a AÇÃO, pois creio que depois deste tempo sem escrever, o desejo por morte (risos) da autora tenha se aguçado ( ps: não é um serial killer), mas pra variar ela matou os personagens que eu consegui ter alguma afeição.
Pagford, cidade na qual se passa a história, é uma cidade pequena que está em choque devido à morte súbita de Barry Fairbrother, um dos conselheiros distritais da cidade. Pausa agora: devido o livro começar com a tal “MORTE SÚBITA”, o título do livro que em inglês é “The Casual Vacancy” ficou na tradução brasileira Morte Súbita, ¬¬ acho melhor nem comentar né? Voltando... depois da morte do tão aclamado e adorado (nem tanto) Barry, a história começa a se desenvolver apresentando os demais personagens do livro e com isso se tem o inicio de uma “guerra política” para saber quem irá ocupar o cargo do falecido conselheiro.
Aí vem o grande problema do livro, eu não vejo sentido de uma mera morte gerar um “conflito” na cidade inteira (por menor que ela seja), e de que todos os personagens terem suas histórias desenvolvidas a partir de tal acontecimento. O livro é um tanto parado, e muitas vezes quis abandona-lo, mas isso não quer dizer que o livro seja totalmente “chato”, é que ele se arrasta demais com situações muitas vezes desnecessárias ou previsíveis.
O que falarei agora pode até ser um equivoco, mas por diversas vezes (ou no livro inteiro) fica a sensação de que a J.K queria dizer “Ah, não sou apenas A autora de Harry Potter, e vou provar que posso escrever uma história adulta”. E como é que fica bem evidente isso? Diversas vezes são citados palavrões, mas não aqueles básicos, e sim aqueles bem chulos. ~Ah Anderson, todo mundo fala palavrão - Sim, todo mundo fala palavrão, mas não é obrigatório ter em quase toda página algum palavrão pra dizer que o livro é adulto. Fora os palavrões, temos descrições de sexo, estupro, que você fica pensando “WOW, J.K é você que está escrevendo isso?”. Apesar deste problema, a autora mantém sua excelência em narrações e descrições, porém sua genialidade como autora não precisaria ser provada de forma tão “forçada”.
 Já mencionamos aqui no site que em breve teremos o seriado de TV baseado no livro (ainda sem previsão) e espero que isso não a influencie escrever uma continuação do livro, pois a meu ver já ficou tudo bem resolvido em Pagford.

Nota: 3,5




Anderson Brendo

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11 Comentários

  1. Anônimo says:

    O Livro é até Aceitável, mas Não Consigo Engolir esse Título :S

  2. Anônimo says:

    O livro parece ser bom, mas a narrativa tem o parecer de ser chata.

  3. Anônimo says:

    O livro e bom, mas os fans de Harry Potter (como eu) presizam de uma certa dose de realidade!! hehehe comprem vale muito apena.

  4. Anônimo says:

    Meu bem isso não é uma resenha.

  5. Anônimo says:

    Resenha ou Crítica?

  6. Particularmente, eu concordo com você em algumas partes. Não é que o livro seja ruim, mas eu achei a escrita dela arrastada demais também. Acho que faltou um pouco de dinâmica, algo que realmente prendesse o leitor.

  7. Anônimo says:

    o fdp não sabe o que é a porra de uma resenha... ¬¬

  8. Roberta; says:

    Eu acabei de ler o livro, e AMEI. Então desculpa, eu preciso me expressar.
    Primeiro, preciso concardar com a pessoa ali em cima: Meu bem isso não é uma resenha.
    Segundo, você ficou impressionado com a evolução dela em parar de escrever fantasia? Porra, o primeiro HP saiu em 97, já se passaram mais de DEZESSEIS anos, é ÓBVIO que ela evoluiu. Você tinha que ficar impressionado se, uma mulher com o talento e idade dela, passasse o resto da vida escrevendo fantasia!
    Depois, a morte do Barry não causou alvoroço na cidade inteira. Tanto é que cita regularmente pessoas x, y e z que aparecem como figurantes na historia - como um senhor que Miles encontra fazendo um comentário sobre ele no dia da eleição. Isso mostra que existem SIM outras pessoas na cidade, vivendo suas vidas, que não foram afetadas pela morte de Barry. J. K. apenas criou seus personagens que acabam se ligando direta ou indiretamente à morte de Barry. E todos os personagens não tem suas histórias "desenvolvidas a partir de tal acontecimento". Leia o livro direito! A morte de Barry é o ponto de partida do livro, mas todos os personagens têm vidas, histórias, relações extremamente profundas e interessantes, e é essa a magia da J. K.! É o que me encanta desde HP, a maneira profunda como ela cria e desenvolve os personagens dela.
    Quanto ao seu comentário sobre ela querer se provar como escritora de adultos eu discordo completamente. Ela não precisa se provar a ninguém cara, olha de quem você tá falando! Ela JÁ conquistou milhões de adultos com HP. Quanto aos palavrões, as únicas pessoas que eu me lembro de usarem palavrão constantemente eram os adolescentes e os viciados, e isso é COMPLETAMENTE normal.
    Vi um monte de opiniões negativas, gente falando que não gostou por achar a historia chata, e isso é completamente aceitável. Outra coisa é implicar com os palavrões, falar que isso não é estilo da J. K., falar que o livro é forte, exagera na realidade. Qual é, mano, o que vocês leêm? Nicholas Sparks?

  9. /\ Gente, o que uma coisa tem a ver com a outra? Le ai roberta: http://www.perdidoempalavras.com/2013/07/diga-nao-ao-preconceito-literario.html

  10. Obrigado a todos pelos comentários/críticas e afins.
    Eu acredito que seja sim uma resenha, pois ao meu ver você de alguma forma deve expressar sua opinião sobre o tal livro que leu.
    Sinto muito pelas pessoas que não concordaram/aceitaram minhas opiniões, mas acho que é essa a ideia, nem sempre todos possuem a mesma opinião sobre algo.
    Não é só por que estou falando de J.K que sou obrigado a gostar, elogiar, ou seja lá o que for ;D

    Abs.

  11. Anônimo says:

    Cara, meu nome é Igor, e eu achei o livro fantástico.
    Acho que os palavrões dão um tom irônico ao livro, o que realmente acho que seja o objetivo do autora: expressar a malícia e a falsidade dos personagens.
    JK consegue equilibrar perfeitamente seriedade, ironia, comédia e realidade, o que a meu ver simplesmente deixou o livro perfeito.
    Ótima história, ótimo enrredo. Recomento.

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